segunda-feira, 3 de agosto de 2009

H x M

Outro dia tava andando aqui na rua e vi uma matilha de cachorros, próximo de um restaurante de esquina que tem aqui no bairro. Bom, ia cruzar com eles, então fiquei observando. Um deles era seguido e valorizado. Ia à frente e os outros o obedeciam.

Pensei comigo, da altura de minhas horas e horas assistindo Animal Planet e National Geographic Channel: 'Este deve ser o macho-alfa. Legal como mesmo na cidade os cães mantém um fio de ligação com os lobos.'

Estúpido, pra não dizer ingênuo.

Logo que cheguei mais perto constatei: aquele que era seguido de perto era a única fêmea do grupo.

'Macho-alfa' o escambau. Ligação com lobos... Ridículo. Estavam era copiando os humanos. Babando em cima da cadelinha pra ver se ganhavam um afago.

A relação homem-mulher é bem estranha. Pra mim, são animais de espécie diferentes. Incrível como conseguem se reproduzir.

Logo cedo já se notam as diferenças: a pirralha sonha em ser princesa, ser salva de um ogro por um príncipe num cavalo branco e ir morar num castelo. Estou enganado ou só eu NUNCA imaginei casar com princesa nenhuma? Eu queria era detonar a porra do ogro. Se tivesse princesa era bônus. E a imaginação meio que parava ali. Afinal, se a brincadeira continuasse depois disso, seria como 'brincar de casinha'. Castelos eram para ser invadidos, e não mobiliados.

Na verdade, mulheres querem algo para si que é importante pra elas. E homens, a mesma coisa. Mulheres se importam em cortar 1cm de cabelo para que o cara chegue e diga: 'nossa, você cortou o cabelo, é?'

Mas a verdade é que isso importa bulhufas pro cara. Porque se ele cortar o cabelo e a mulher vir reparar e perguntar se ele cortou, ele vai responder: huhum. E se não perguntar.... melhor! E fim da estória. Não vamos ficar ressentidos, achando que não somos amados.

Né?

E mulher diz que odeia homem. Quando se reúnem falam mal de nós. Puta perda de tempo! Homem se junta pra falar de tudo, menos da mulher. Fala de mulher, claro, mas não da própria. Ou pelo menos ela não é o primeiro item da lista de assuntos.

E elas acham que quando saímos pra jogar bola ou qualquer outra coisa, vamos traí-las. Cara, quando homem vai jogar bola, ele joga bola! Se o cara vai trair, não avisa onde vai. Besteira...

E antes que algum engraçadinho venha dizer: 'Então, vira viado', digo logo pra ir arrumar o que fazer, beleza?

A verdade é que homem fica mesmo é atrás da única cadelinha do bando pra ver se dá uma na sexta-feira pra poder jogar bola no sabadão. Elas é que tem planos super elaborados centrados nelas mesmas, que envolvem escolher a cor da cortina entre marrom-claro, bege, gelo e branco. E ai de você se disser que é tudo igual.

E ainda tem quem acredite que saíram de uma mísera costela...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Alô?

Parece que esse descanso durou um pouco mais do que eu esperava. Mas o medíocre está de volta... escrevendo para a multidão enlouquecida novamente (ohhhhhhhhh)!

Pô, esses dias estava vendo TV e comecei a tentar entender as promoções das companhias de telefonia, fixa e móvel.

Sem sucesso...

Alguém aí entende?

Então uma delas dá trocentos minutos pra falar com não sei quem, sendo fixo, porém num horário tal e o primeiro minuto você paga, os outros não paga. Mas se você liga pra um móvel, aí...

Bom, sei lá... Quanto vale um minuto? Quanto vale um minuto seu pra falar com um filho viajando? Ou então pra perguntar pra uma amiga que roupa a fulana tava usando na festa da sicrana?

Eu acho tão podre os serviços de telefonia no Brasil que só em pagar já dá desgosto. Aí eles te dão celulares pra você se amarrar num contrato de um ano no mínimo e depois te tucham uma multa se você olha pro lado...

A tal da Oi vende uma imagem de boazinha, mas também quer seu dinheiro suado, não se engane. Serviço bom mesmo, ouvi dizer que não tem.

O Speedy que tá ferrando todo mundo porque vendeu mais do que podia e agora fica tentando se desculpar. A Anatel tá de olho!

O fato é que nos telefones antigos não tinha agenda que a gente perdia (a cadernetinha tava na gaveta), não tinha música que a gente atulhava no aparelho, não caía e quebrava e dava desespero.

Não tinha GPS mas todo mundo ia pra festa. Não tinha SMS mas todo mundo se encontrava. Não tinha câmera, mas todo mundo ia na casa da tia e tinha que ver as fotos das férias na praia. Não tinha tecladinho minúsculo pra gente errar as teclas, nem touch screen pra gente melecar de gordura. Ou joguinhos pra passar o tempo no busão.

Prós e contras, o telefone tá sempre de cara nova, mas fazendo praticamente o mesmo: espalhando fofoca e derrubando a linha na hora que a gente mais precisa.

Tu, tu, tu....

terça-feira, 9 de junho de 2009

Ócio criativo

O ócio eu já tenho, vamos ver ser a criação sai...

Até terça que vem.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Mar de asteriscos

A primeira senha que me lembro de ter precisado decorar foi com uns 12 anos, quando minha mãe me pedia pra sacar uns Cruzados no banco. Lá ia eu descendo a rua com o cartão eletrônico no bolso e 4 dígitos na cabeça. Com uns 8 anos eu decorei o número do telefone da minha casa. Tinha 6 dígitos.

De lá pra cá a quantidade de senhas, números e outras coisas pra decorar é insana.

Então, nesse exercício, dá pra citar todas as coisas (ou quase) que tenho decorado ou pelo menos preciso em algum momento:

Telefone de casa, trabalho, família, celulares. Senhas de banco, cartão de crédito, caixa eletrônico e onde guardei a porrinha do Token.

Login e senha de emails, redes sociais, blogs, flogs, cadastro em lojas virtuais. Endereços, emails de amigos, parentes, clientes.

Isso tudo usamos num único dia!

No meu trabalho ainda tenho senhas de blogs, sites, contas de FTP de clientes. Números de IP e nomes de servidores, blá, blá, blá.

Confesso, fiz um mini-site pra guardar isso tudo. E tenho uma lista na carteira com muitas dessas informações.

Uma solução é padronizar logins e senhas. Então tentamos ter o mesmo nome e senha em cada lugar. Porém nem sempre isso é possível. Nesse caso temos os famigerados nome seguidos de números, gerando 'gatinha_manhosa51', 'bombadao_sarado98' e por aí vai... Ridículo.

As redes sociais são hoje, imagino, as maiores entupidoras de cérebro:

Twitter, Orkut, Blip, Blogs, Flogs, Flixwagon, Gengibre, Last.fm, Flickr, MySpace, Facebook, Habbo, Hi5 e muitos, muitos outros. E tem quem se cadastre em todos! Isso além dos sites que oferecem serviços para estas redes!!!

No post anterior escrevi sobre inclusão digital. Bom, quem se loga nisso tudo, participa de uma exclusão social, imagino. Quando termina de verificar o último site, já está na hora de checar o primeiro.

Muita gente pede pro computador gravar a senha para entrar automaticamente. Boa idéia! Até que o computador dá pau, é formatado, precisa se logar em outro lugar. Aí é um tal de tentar lembrar que dá taquicardia, suor frio, acessos de raiva.

O fato é que tudo exige senha, o problema é que cada vez mais aparecem coisas novas com novas senhas.

Nesse caso, não há muito o que fazer. Talvez anotar na palma da mão, como eu fazia lá nos meus 12 anos...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Inclusão digital o escambau!

Esse papo de vózinha usando micro é um saco!

Usar um computador está longe de ser trivial ou 'intuitivo'. Muito menos fácil, usando uma palavrinha mais comum.

Vírus, spam, phishing, engenharia social, mutretas de sempre em lugar novo. Anti-vírus, software pirata com crack, atualizações gigantes e inúteis. Email com senha esquecida, pau no Outlook, caixa de emails cheia. Patches, plugins, novas versões. E meu preferido:

IMPRESSORA!

Nem vem, cara. Botaram um mouse não mão da galera e disseram que era fácil mexer. Claro que é! Quando dá pau, meu pai não chama o gênio da inclusão digital. Chama eu!

'O mouse travou', 'Fechou tudo', 'Me ajuda nessa planilha?', 'Isso é assim mesmo?', 'Liga a internet?', 'Como coloca carinha no bate-papo do UOL?', e meu preferido:

NÃO IMPRIME!

Aí taca arrancar vírus, remover barra de ferramentas imbecis, limpar o cachê, formatar o bicho todo. Nem tem 'sentada' num micro de' incluídos digitais' de menos de 2 horas.

Aí vem a tia na festa do seu primo. Você tá lá, numa boa com seu mini cachorro-quente na mão e ela se aproxima. Você sente o perigo mas já é tarde:

- Oi, tudo bom?
- Tudo, tia.
- Então, preciso montar uma apresentação no Power Point. É coisinha besta. Você me ajuda né?
- Humm. tá...
- Legal, já leva o material (32 folhas de sulfite pra digitar, um cd da Enya pra tirar a música e 5 sites com endereços quilométricos gratuitos para baixar a imagem de fundo).
- Hum...
- É meio urgente, tá?
- E pra que é?
- Ah, pra mandar pras minhas amigas.
- Ah tia, legal. Então (insira seu insulto favorito aqui)!

Micro na mão de quem não sabe usar é arma mortal. Queria ver quem é a favor de inclusão digital para idosos atrás de uma tiazinha no trânsito. É o primeiro a buzinar. Ué, pode usar micro mas não pode dirigir? Não é pra incluir? Imbecis!

O fato é que usar um computador está bem longe de ser fácil. E o pior é que era mais fácil antes! No meu Windows 3.1 só eu sabia usar. Mas ninguém pedia nada, e se pedia, era fácil.

Agora tem que por música sertaneja no iPod, botar vídeo do campeonato de sinuca no YouTube, tirar as fotos do netinho de 6 meses da câmera. E postar tuuuudo no blog.

E se você se nega? 'Ah! Sujeito chato, não ajuda'. E minha birra não é por ter que ajudar não. O duro mesmo é que ver emails é uma coisa, mas o computador não se restringe a isso. O sujeito começa a fuçar, fuçar, fuçar e compra gadgets e gadgets e não está preparado para aquilo. A mente tem q estar na mesma velocidade. Não existe milagre.

Acho que o uso dos Macs aumentou por isso também. Não trava, não pega vírus, o mouse tem um botão só (pelo menos tinha), mas no fundo vai dar a mesma merda de sempre.

Inclusão digital não existe. Existe é gente se metendo nesse meio. Eu tenho uma idéia de como isso seria possível, mas num vou falar não.

Bom, preciso ver porque a impressora está psicografando. Abraços.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Pragas

O título é intimidador com letras gigantes em caixa alta: 'NÃO DELETE. FUNCIONA MESMO. CORRENTE DO SANTO-QUALQUER-COISA'.

Eu clico e abro a famigerada apresentação feita no Power Point, o programa máximo da inclusão digital inútil. Depois de carregar por minutos por causa da trilha sonora (!), a janela abre na tela toda, sumindo com meu ponteiro do mouse e mostrando seus mil (d)efeitos especiais. O pior deles é quando as letras vêm do infinito, uma por uma, ao som de batidas em uma máquina de escrever. Parece uma metralhadora de caracteres.

E a música toca no fundo sem expressão nenhuma, a não ser para azucrinar ainda mais. O texto, quando não tem erros de ortografia, é colado de alguma agenda de adolescente dos anos 80. Ou de livros de auto-ajuda dos 90. Ou por pseudo-poetas-de-vanguarda dos 2000. E o fundo é retirado de algum site do tipo 'fotosdepordosol.com.br', esticadas pra caber na tela.

Em resumo: lixo!

Mas e o medo de não ler e ser amaldiçoado pelos santos? E se leu, se fodeu: vai ter que mandar pra mais 10 infelizes ou então os anjinhos e santinhos bonzinhos vão destruir sua vida, saúde e família. Melhor mandar.

E no final o cara assina a mer...digo, a obra!!!

Mas cara, até aí tudo beleza. O pior é quando mandam mensagens pra você clicar e pegar vírus. E cara, neguinho pega!!! O sujeito pensa: 'Nossa, estou devendo no Banco do Brasil! Mas nunca tive conta lá, melhor eu clicar'; 'Tem foto minha com essa gatinha_assanhada23 em Barretos? Num lembro dessa vez. Devia estar bêbado. Deixa eu ver.'

Agora está na moda intimação da Polícia Federal. O que tem de gente cagando de medo por aí e pegando vírus. E vírus que rouba senha, já viu? Aí o trouxa vai chorar lá com a gerente que perdeu o salário todo. 'Invadiram meu PC', 'Hackearam meu micro'. Nessas horas o ladrão é o super gênio. Imagina que o cara vai falar que clicou no link: 'Clique aqui para ver a Sandy pelada'.

Ah, deixa eu dar um recado aqui: Eu não quero aumentar meu pênis nem comprar Viagra, ok?!! Nem Rolex falsificado, nem perfume de segunda, nem 'exquisite replicas' de qualquer coisa que se venda por aí. Eu só quero receber meus emails em paz.

E tem gente que me diz que não liga. Que é legal receber piada de argentino, vídeo de acidente de moto e avião, foto de celebridade bêbada. É... é legal... legal pra jogar fora!

Tem umas que vêm com o título: 'Cuidado ao abrir'. É o código de que você pode se encrencar quando abrir no trabalho, sabe? Os spammers são legais. Eles se importam com você: 'Ei, espere seu chefe virar as costas para abrir esse, hein?', ou 'Para esse, abaixe o volume'. É impressionante a cara-de-pau.

Ah, meu programa de emails terminou de baixar tudo, agora falta deletar os 90% de besteiras. Já limpou sua caixa postal hoje?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Que se lixe!

Eu estou me lixando.

Não ligo pra enchente, gripe, crise. Não estou nem aí!

Olha, eu posso ser até ranzinza, mas tem cara-de-pau que é duro de aguentar. O tal deputado Sérgio Moraes solta a moda da vez: o negócio é se lixar!

Depois de 'estupra, mas não mata', 'relaxa e goza', agora temos o 'estou me lixando'.

Enchente no Pará? Quem se importa? Seca no Sul: E daí? Gripe esquisita na porta do país (pra mim já tá mais do que dentro)? Não é comigo...

Hoje saiu que outro deputado bateu o carro em outro e matou 2 garotos. Tinha mais pontos na carteira do que ladrão no DF. Tava no maior pau! E não morreu, o bicho-ruim. E vai pra cadeia? Vai nada. Tou me lixando.

Começou o Brasileirão. Opa, aí sim. Liga a TV aê.

Tô nem aí, cara. Questão de ordem: Fodam-se!

Tinha que começar a aparecer político afogado com sapato de cimento. Será que aí o pessoal ia se lixar? Ia sentar e pensar no assunto?

Todo mundo rouba e se reelege, o cara tá certo! Se o povo todo deixa roubar, quem sou eu pra dizer não? Engraçado como se o Zé da esquina rouba 2 reais na banca, a negada quer linchar. A corja desvia milhões e ganha voto. E eu vou querer entender? Eu tou é me lixando.

Povo burro tem o poder que merece. Poder que se lixa. E tem que ficar bem quieto.

E você? Tá se lixando para o quê?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Dia das compras

Essa semana tem Dia das Mães, né? Pois é.

Propagandas pipocam pela TV pra gente comprar celular com mil funções que minha mãe não sabe nem que existe. E se souber não vai usar. Mas o mais legal é que ela quer!

E as agências sabem disso. Conhecerão minha mãe? Ou conhecem todas elas?

Além de celulares, carros, cestas de café-da-manhã, cosméticos. Shopping centers lotarão seus corredores de atrasados nesta Sexta e Sábado pra ninguém passar 'em branco'. Mas o mais legal é o: 'ah, filho(a). Não precisava!'

Não precisava??!!? E eu vou ser execrado pela sociedade por não comprar nada?! Vou ser lembrado como o cara que não deu um presente num dia específico, prévia e estrategicamente localizado no calendário, não participando do aquecimento sazonal no mercado de produtos e publicidade, num evento frívolo e induzido por quem só quer meu dinheiro? Claro que não!

Mas eu sei, tem muita gente preguiçosa que deixa pra lembrar da mãe nesse dia mesmo. Mas eu ainda acho idiota obrigar alguém a comprar, comprar, comprar. Aliás idiota é quem compra. É a mesma sensação de saber que o formato moderno do Papai Noel é esse por causa de uma campanha da Coca-Cola (porém, a ideia de que a roupa dele é vermelha por causa disso não é verdadeira). Até mesmo a criadora da data gastou o resto da vida e foi presa (!) tentando evitar que ela fosse algo assim.

A sensação de ser massificado...

O fato é que o ser humano adora celebrar. E as empresas adoram faturar. Diga pra todo mundo que celebrar é igual a gastar que tudo fica bem no reino do capitalismo.

Eu vou comprar presente pra minha mãe, claro. Assim como vou confabular com meu filho pra comprarmos um presente pra ele dar pra minha esposa. Óbvio (ele não faz mais aqueles trabalhos manuais lindos na escola pra dar pra 'mamãe'). O chato é saber que isso também foi processado, enlatado, rotulado e exposto numa vitrine. E que será descartável.

E que venha o Dias dos Pais.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Super driller turbo max

Eu digo que o Brasil é um país que não se leva a sério. O povo é atrasado, retrógrado, pensa-pequeno. Se nos Estados Unidos ou Inglaterra, uma máquina designada para cavar túneis do Metrô ganhasse um apelido, qual seria?

Como diz o título do post, 'Super driller' ou então 'Digger boy', ou até 'The Undermaker'. Aqui no Brasil: Tatuzão!

Tem algo mais imbecil do que chamar uma máquina daquelas de 'Tatuzão'?

E cara, um outro imbecil aparece na TV com capacete branquinho, na frente do monstro mecânico e diz sorrindo: "Este é o Tatuzão". Eu passava por cima!

A Polícia Federal sim, ainda tem brio: Operação Satiagraha, Castelo de Areia, Satélite. Legal. Pode não prender ninguém. Mas, opa: nome bom. Dá pra levar a sério. 'Essa operação Espelho vai pegar todo mundo'.

E tem as leis estúpidas também. Aliás, vamos obedecer a lei: 'Motos devem ocupar o espaço de um carro e não trafegar nos corredores'. No outro dia os motoboys perdem o emprego, né? Quem vai chamar motoboy pra demorar o tempo que leva indo de carro?

E os caras se levam a sério...

Mas quem pode levar a sério um país desse onde ministros batem boca? Aliás, muito se criticou o Ministro Joaquim Barbosa por soltar o verbo. Eu dou meus parabéns. Ninguém nunca ganhou nada ficando quieto.

Safado tem que ser chamado de safado mesmo. O pior é ter que xingar alguém chamando de Vossa Excelência. Que excelência tem esse Gilmar Mendes? Que excelência tem qualquer um naquela merda toda?

E cuidado com a gripe suína. Se não já não tivessemos muito para nos preocupar.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Terra

Hoje faltou um pouco de inspiração. Na verdade, assunto tem: índios ganhando terras pra não fazer nada, leis para motoqueiros e fumantes, até pensei em escrever sobre uma tartaruga (outro dia ainda escrevo). Mas acho que o feriado me deu uma 'preguicite'.

Isso até chama pra pensar sobre a vida, sem pieguice, pensar mesmo: "o que eu faço por aqui?"

Além de ocupar espaço, lotar as ruas com meu carro poluidor (nem tanto, passei na inspeção obrigatória) e comer cadáveres cozidos, o que mais eu faço?

Já pensou no seu dia, em como ele é inútil? Ou...medíocre?

Olha, mesmo se você é médico, bombeiro, professor ou o que quer que seja, você atrapalha. Atrapalha esse planeta de ser o que ele tenta ser. Me diga um problema social, político ou econômico e eu te provo que a causa direta ou indireta dele é o excesso de gente nesse mundo.

Bilhões de seres humanos (indo para a estúpida contagem de 7 bilhões) entopem o planeta de lixo e...mais gente.

Toda ação ou reação desse animal chamado Homem causa algum problema. Impressionante. É, eu sou um cara resmungão sim, não é segredo. Mas eu estou errado?

Talvez eu receba um comentário otimista sobre medicina, evolução etc, que não vai me convencer de que não somos inúteis.

Vivemos para resolver problemas que nós mesmos criamos. Como alimentar pessoas que condenamos à fome? Como evitar guerras que começamos? Como deixar de usar um combustível que esgotamos? Como ser feliz num mundo que destruímos?

Alguns dizem querer salvar o planeta reciclando latinhas ou comendo vegetais. Diante de países gigantes que poluem tudo, dizem: 'eu faço minha parte'.

Bom, não é o bastante. As pessoas não tem mais ideia de como salvar isso aqui. Mas arrancam nossos trocados assim mesmo, afinal é o livre-comércio apocalíptico!

- Neutralização de carbono: por mim? Por você? É usar biribinha contra um tanque. Mas vamos comprar nossas mudinhas de árvores que serão plantadas sei lá onde (se forem), provavelmente no lugar errado.

- Reciclagem: suas latinhas? Seu lixo? E os aterros clandestinos só crescem por quê? Vamos separar tudo direitinho e fazer sacolas de garrafas PET enquanto EUA, China e todo o sudeste asiático acabam com o ar limpo, a água limpa e tudo que é limpo.

- Ah, vegetarianismo: Se todo mundo parar de comer carne as vacas e galinhas vão se postas aonde? No Zoo? Ou serão mortas por inutilidade? Mas vamos comer cenouras enquanto o Japão mata as últimas baleias do mundo e a Índia caça os últimos tigres do mundo só pra um velhinho desdentado poder comer a esposa estúpida ou uma vagabunda qualquer possa usar a pele na Rodeo Drive.

É, somos bons em arrebentar tudo.

Hoje o post é down, mas se te deixa feliz, é inútil também. Boa inutilidade pra você.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Too old to rock and roll

'Aí então vocês vão ver: suas crianças derrubando reis. Fazer comédia no cinema com as suas leis'.

Não, não rolou. A 'geração Coca-Cola' não derrubou rei algum nem mudou leis. Não significativamente, pelo menos. A Legião Urbana se foi, Renato Russo se foi. Cazuza se foi. Herbert Viana ficou aqui por muito pouco. A estrela do PT subiu pela rampa do Planalto mas nada mudou.

Lobão gritou: 'O Rock errou'. Mas o Rock não errou, o Rock acertou. Quem errou foi quem ficou esperando o negócio todo mudar.

Depois da porcaria que foi a Jovem Guarda, com seus cantores playboys traduzindo hits americanos pra uma juventude que falava 'brasa, mora?', o Rock brasileiro reclamou da vida. E queria mudar o mundo, queria uma ideologia.

Mas como todo herói morre de overdose, ficamos por aí, nas ruas, com um sonho meio embolorado que hoje, se contado aos mais novos, causariam um sorriso torto e um 'ah tio, se liga'.

A tal 'geração Pepsi', que hoje deve estar com seus 20 e poucos anos, descambou de vez para uma 'geração ecstasy' que tem o fator lisérgio dos tempos de Woodstock, mas a cabeça oca que nunca se viu antes.

Ira!, Capital Inicial, Legião Urbana, Plebe Rude, Inocentes e muitos outros deram lugar a NX Zero (à esquerda?), emocores, góticos-tristes-de-barriga-cheia e outras aberrações acéfalas. Nem o RAP reclama mais, apenas vomita ódio (até justo), mas toca dentro de Audis cheios de boçais de bonézinho da Diesel indo pra Vila Madalena encher a cara de Vodka com energético!

Ou ouvindo uma coisa chamada Drum & Bass em volume cataclísmico por que ele quer que você saiba que ele vai ficar surdo. "Ok, cara eu estou vendo você perder sua audição, muito legal'.

Aliás, antes eles ouviam o tal do pagode, coisa nojenta, que a gente tinha que aguentar até eles começarem a ouvir axé music. Como tudo que é ruim pode piorar, estamos na era do funk carioca. Coitados de James Brown e companhia. Chamar aquilo de funk é chamar Dercy Gonçalves de Michelle Pfeiffer.

Eu posso até ser criticado por dizer que só o Rock é bom. Nada disso. Música é música. Lixo é lixo.

Bom era quando as música refletiam o que o jovem sentia, e não o contrário. A MTV, que devia mudar seu nome pra qualquer outra coisa, empurra goela abaixo as musiquetas enlatadas que saem por aí a rodo. O legal era apresentar bandas novas pros amigos. Dividir o som. Hoje é preciso saber o 'hit do minuto' ou então você é desatualizado. É isso mesmo? Eles têm que ouvir tudo que sai pra não ser excluído de alguma rodinha?

Mas o Rock and Roll não está morto, está por aí, vagando. Vagabundeando pelas ruas. Bem longe das rádios e TV. Está sendo pirateado pela rede em forma digital. Sempre com 2 dedos em riste, à frente de um cabelo comprido sendo chacoalhado. Sendo tocado e cantado por velhões grisalhos e felizes que tocam pela grana, claro, mas também porque curtem.

A burguesia continua fedendo, o homem ainda tem cabeça-dinossauro e o Papai Noel é um velho batuta. E vamos nós, de Simca Chambord, na moto do Vidal pelas infinitas highways da vida. Lembrando do que é bom, do que um dia quis mudar uma época, um país, um planeta.

'Aumenta que isso aí é Rock and Roll!'

terça-feira, 7 de abril de 2009

N.D.A.

Esse Domingo de madrugada, zapeando pela TV achei o filme Breakfast Club (Clube dos 5, aqui no Brasil) e, como sempre, não consegui parar de assisir.

Pra quem nunca viu, Breakfast Club é um dos mais famosos dos chamados 'Teen Movies', filmes de adolescentes da década de 80, onde a juventude era menos, porém igualmente idiota. Dificíl explicar, era idiota mas a idiotice era outra.

Enfim, no filme, 5 adolescentes ficam na detenção depois da aula e têm que fazer uma redação sobre quem eles pensam que são, monitorados pelo diretor 'nazista'. E mesmo sendo de grupos intelecto, socialmente e comportamentais diferentes, acabam vendo semelhanças entre si.

Um deles é o estereótipo de 'nerd' e conta da pressão que sofre por boas notas. Me lembrou a capa da Veja de alguns meses atrás, mas tão comum todos os anos. A foto do rapaz careca, rosto pintado e os dizeres "Primeiro colocado em Medicina USP".

Todo ano esta revista e todos os canais de mídia do Brasil mostram reportagens, provavelmente pagas pelos cursinhos da vida, sobre a maratona de estudo dos primeiros lugares nos vestibulares.

O valor superestimado dado a esta posição já encheu o saco.

Eu não entrei em primeiro lugar na faculdade, conheço gente que entrou na terceira chamada, caiu na minha classe e ganhou, no fim do curso, um diploma exatamente igual ao meu e igual ao do primeiro colocado.

No diploma não diz em que posição você entrou. Tá lá no histórico escolar, eu sei. Mas e daí? Você entra no consultório de um médico e pergunta em que posição ele ficou no vestibular?

Aliás, acho que o sujeito bitola tanto pra entrar em primeiro que quando entra na faculdade, despiroca de vez e nem vai tão bem no curso, tentando recuperar o tempo que ficou pra trás. Gostaria de saber, mas nunca vi acompanharem os primeiros colocados durante o curso.

Antigamente, quando saía do colégio o cara era mais maduro do que hoje em dia também. Muitos já eram politizados, integrados e até atuantes. Muitos trabalhavam. Hoje a violência urbana e a alienação do jovem retarda (palavra perfeita pra alguns alunos no final do colégio e início de faculdade) essa maturidade.

Em outras palavras, estamos pondo crianças idiotas nas faculdade. E faculdade exige maturidade. Ou deveria.

Faculdades pagas são mais complacentes, razão óbvia. Eu estive em paga e em pública e vi bem a diferença. Na paga, é circo. Chamar aqueles moleques de imbecis é elogio.

Eu acredito que sair do colégio para a faculdade diretamente, hoje em dia, é forçar uma situação. Deveria haver um ano de preparo para essa fase. Testes vocacionais, visitas a empresas, workshops. E sem passar a mão na cabeça da meninada. Aí sim não veria risinhos, gritinhos e celulares sendo atendidos em sala de aula, como vi muito.

Mas esse medíocre que vos escreve é um sonhador. Vamos em frente, aumentado notas de corte e diminuido qualidade acadêmica.

Aspirantes a médico torturam seus novos colegas com cada vez mais requinte. Que bom quando sabíamos que nossos filhos iriam voltar apenas carecas e coloridos do dia da matrícula. E não num saco plástico ou em coma alcoólico.

Professores despreparados e mal pagos formam mais gente todos os anos, inchando o mercado com inúteis portadores de diplomas, que torcem para conseguiu uma vaga com uso de nepotismo. Esses, os 'espertos'. Os outros cultuam um sonho utópico de 'viver fazendo o que gosta'.

Bonito, poderia ser assim.

terça-feira, 31 de março de 2009

Pelo que você luta?

Essa semana soube de um ato de irresponsabilidade enorme, pra dizer o mínimo. Minha esposa viu quando um carro se aproximou de uma praça e seu condutor atirou pela janela uma caixa de papelão. De dentro saíram 10 filhotes de cachorro que por pouco não iam sendo atropelados quando corriam pela rua. Ela e uma amiga recolheram os tais e decidiram sair doando os vira-latinhas aonde conseguissem.

Bom, diante de tanta barbaridade que vemos todos os dias nos jornais da vida, esse foi mais um. Os motivos do sujeito para jogar fora uma prole inteira podem ter sido inúmeros. Eu não quero saber de nenhum! Não existe motivo válido para atirar 10 cachorros pelo carro. Mas quem sou eu pra dizer alguma coisa num país onde se atiram os próprios filhos pela janela?

Ou então tranca-se os mesmos em porões ou pior. Abusos sexuais também são comuns.

Alguns culpam a destruição da célula familiar. Outros culpam a TV ou video games. Alguns outros, o governo ou a miséria. Ou tudo isso junto.

A verdade é que o egoísmo prevalece sobre tudo hoje em dia. Somos egoístas e estamos ficando cada vez mais. Esse egoísmo vai além do dinheiro. Está na tranquilidade. Todos querem ficar de fora de problemas.

Todos têm tantas preocupações, dinheiro tão contado, que se envolver numa discussão de criança já é perigoso. Hoje em dia o negócio é processar e tentar ganhar uma grana. E ficar fora de problemas. O advogado resolve.

Isso gera antipatia, descrença, desconfiança. E as ligações humanas vão se desfiando e desmanchando. Os amigos vão se mostrando não tão amigos assim: faça um teste, pense em quem é seu amigo de verdade, que não te disse um 'não' quando você precisou. Sobraram muitos? Sorte sua.

E a necessidade de amigos gera irmandades, seitas, gangs. E quando sua sociedade forma uma gang, bem... Ela forma mais de uma.

E elas brigam.

Marcam brigas pelo Orkut. Vestem camisas coloridas e vão a estádios fingir que assistem a um jogo. Invadem a rua de cima, 'dominando' seu mundinho ridículo de 4 esquinas com paus e pedras na mais otimista das visões.

A força policial empregada durante um jogo de futebol é o maior desperdício de dinheiro e pessoal de que se tem notícia. Sabem que estão colocando juntos 2 grupos que querem se matar e depois tentam evitar. Tem coisa mais imbecil do que isso? Nesta semana vimos, de novo, a torcida se bater com policiais. Não existe nem respeito e - preocupante - nem medo.

E por que brigam? Porque precisam. O problema é o motivo. Brigam por causas erradas, por causa nenhuma. O brasileiro não tem pelo que lutar, então luta pelo que tem. E tem quase nada. Tem um time de futebol. Um quarteirão. Uma escola de samba. Pelo país, pelos direitos não vejo muita gente lutar. Sorte de quem se aproveita disso.

Quanto aos filhotes, conseguimos doar 9, falta um. Alguém aí quer um cachorrinho?

terça-feira, 24 de março de 2009

Quem se importa!?

Todos eles! Todos. Começou num dos canais e foi se espalhando como uma praga. Outro dia eu vi o último deles ser infectado e desisti. Os telejornais estão todos fazendo a mesma coisa: mandando seus apresentadores comentarem a notícia, logo depois que ela é dada.

E não conversam apenas com os que assistem não. Conversam entre eles. É patético. Sabe aquela sensação de vergonha que a gente sente por outra pessoa?

E tem notícia que rende mais comentários que são, por exemplo: "É um absurdo...", "E quem paga...é a população". E eles começam com: "E você sabe que...", "Além do que...", "É, é um absurdo" (já falei do temo 'absurdo' em outro post).

Só o Boris Casoy podia fazer isso. Só ele. Fora a dele, ninguém quer saber opinião de âncora da Rede Globo, Record, SBT e outras, que se acha concorrente ao Pulitzer. Ninguém além da massa medíocre, é claro!

E é aí que a merda começa. Audiência. Parece que dá Ibope opinar sobre tudo de maneira casual no meio do programa. Parece que eles estão aqui em casa, falando comigo, é isso?

Tédio!!!

Me dá a notícia e cala a boca!

Os jornalistas então, sempre usam a mesma entonação, já viram? Não importa a notícia, o canal, o horário, nada. Parece uma fórmula do sucesso. A receita mágica para se dar uma notícia. Geralmente tem uma pausa dramática, um fechar de olhos quase poético, e a conclusão, cantada, esticada, junto com um movimento suave da cabeça numa afirmação.

Mais tédio...

Fora isso, assitir um telejornal hoje é receita de depressão. Chamar de desgraça já é eufemismo. Acho que dá pra chamar de 'realidade aumentada' pela forma como se mostram as coisas. Se o coitado do entrevistado que perdeu a casa na enchente ou foi mordido pelo próprio Pitbull não diz frases-chave como 'foi horrível', 'pensei que ia morrer', eles perguntam assim: 'E a senhora pensou que ia morrer, certo?', 'Foi a pior sensação da sua vida, não foi?'. É entrevista ou interrogatório do DOI-CODI?

E não adianta mudar de canal, ou você corre o risco de ver o helicóptero Águia da PM sobrevoando algum lugar e o babaca narrando o inenarrável. Alguém avisa que não é rádio! Estou vendo o sujeito com a arma na mão. Não precisa dizer: 'Veja, ele tem uma arma', 'Veja como eles queimam os colchões em forma de protesto', 'Vejam agora essa barbárie' (palavra legal também, bastante usada).

A verdade é que notícia tá em falta. Notícia que o povão quer ver, claro. Repete-se muito a mesma estória com conteúdos exclusivos de uma coisa que merecia no máximo, nota de rodapé. A ditadura censurava no passado, mas hoje a censura é auto-aplicada. Censura-se tudo que é relevante ou de qualidade. Quem garimpa notícias e tem acesso à internet e outras mídias pode se manter um pouco mais informado. Pena. Mas depois da corrupção, sempre vem o Timão! Futebol vem sempre depois da notícias políticas nacionais.

E então, o plantão da Globo entra no ar com aquela musiquinha que faz o coração pular: tan, tantan, tantantantammm...

Alguém deve ter sido vítima de um AVC. Tá na moda.

terça-feira, 17 de março de 2009

Sou green! Mas, e quem não é?

Mais uma semana, mais um show. Dessa vez fui ver os ingleses heavy metal do Iron Maiden. Wow! que show!

Pena que a tempestade que caiu na metrópole (pelo menos ali na região do autódromo de Interlagos) deixou o terreno meio....cremoso. Era barro que não acabava mais. E gente também! O pessoal estimou 100.000 pessoas, sendo o recorde de público da banda (u-hu).

Mas pra fechar, claro, estragaram. Como se faz pra atravessar 100.000 pessoas por um portão? Chama a Mondo Entretenimento! Os caras são demais: esse mundaréu de gente em fila pra sair por um único portão! Desmaios e atropelamentos foram mais do que comuns.

Mas eu não vim falar disso não! Eu fui fazer a tal inspeção veicular 'obrigatória'. Entre aspas porque, bem...todo mundo já sabe.

O fato é que eu esperava encontrar um lugar todo caído, de chão de pedregulho, um toldo velho e gente mal humorada. Não poderia estar mais enganado.

Cancela na porta, horário determinado, pessoal cordial. Ambiente grande, preparado, demarcado e com identidade visual própria e bem usada (coisa rara). Primeiro mundo mesmo.

10 minutos depois meu carrinho havia passado no teste. Que bom (fiquei sabendo que gente com carro novo por aí, não passou). Adesivo verdinho colado (aquele '09' estampado no pára-brisa me lembra todo dia que tenho q refazer isso ano que vem) e pronto pra rodar pela saída muito bem sinalizada. Legal, se não fosse o problema de sempre. Só funciona pra quem não precisa.

Carros antigos não precisam fazer! E o pior é a alegação de que se fizer em carro antigo, muitos vão reprovar.

Eu perdi alguma coisa aqui? Então se for reprovar, não precisa fazer? Cara, gênios!!! Eu comecei a entender o Brasil! Não se faz CPI pra valer porque todo mundo vai ser preso! Não se manda bandido pra julgamento porque muitos vão ser condenados! Rá! Eu sabia que esse país tinha lógica.

Palhaçada....

Ah, e agora dizem que vão devolver minha grana. Já tentou achar no site da Controlar como faz? Aliás, alguém lá no fim da inspeção te disse como que faz? Bem, eu fiquei sabendo por sorte, porque me contaram. E é outro órgão quem devolve: a Prefeitura, conhece?

Bem, tem que entrar no site, preencher os dados, pedir, por favor, pra ter seu dinheiro de volta e esperar, né?

E vamos nós, tentar ir no show do Heaven and Hell, quem sabe. De carro inspecionado, claro!

terça-feira, 10 de março de 2009

Herois

Esse final de semana foi recheado. Fui assistir o filme "Watchmen" e aos dois shows do Deep Purple aqui em Sampa.

Foram momentos de extrema mediocridade genial. Explico: Watchmen é ícone das histórias em quadrinho de caráter cult, obra do consagrado Alan Moore, adorado pelos 'nerds'. E o que são os nerds senão os medíocres que se sentem mais geniais? Gostar de Watchmen é a genialidade que os separa dos leitores de Superman e afins. Quanto aos shows, o rock clássico é o que eleva o espírito de jovens que odeiam o MPB, samba, pagode, RAP, axé, funk (e até mesmo esse novo rock) e coisas assim. E rejuvenescem tiozões já cansados que se lembram de alguma época da vida.

Ou seja, ler Watchmen e ouvir rock clássico limpa nossas almas.

Os dois eventos também enaltecem o conceito do heroi. Super-herois de roupa colante e capas esvoaçantes ou herois dos palcos, da música, que gritam coisas que gostaríamos de gritar. E herois são a constatação máxima de nossa mediocridade.

"Triste é o povo que precisa de herois", disse Bertold Brecht. Poderia ser: medíocre é o povo que precisa deles. E precisamos. Para sonharmos, imaginarmos. Para esperar a justiça.

Meu personagem preferido de Watchmen é Rorschach (pronuncia-se Rorchak). Anti-heroi por excelência, violento, sem frescuras e pronto para dizer o que pensa. Teatral até. É o que mais tem noção da mediocridade de sua existência e de sua genialidade dentro dela. Com ele nos vingamos do mundo todo, vemos o certo e o errado de tudo e escolhemos o caminho certo: - É isso mesmo, esse cara está correto! - dizemos.

Genial.

E no show, ah, no show... Saí rouco, cantando em outra língua mesmo sem saber a letra, música empoeiradas e por isso mesmo, preciosas. Centenas se debatem para conseguir chegar perto do palco e pegar uma palheta, apertar a mão do ídolo (vi uma briga quase acontecer por um baqueta que dois caras pegaram juntos). Ser o mais medíocre possível exaltando aquele ser na nossa frente apenas por ele tocar música. Louco, não? Somos assim. Eu mesmo peguei alguns souvenirs.

Cada um tem seu heroi. Rorschach, Deep Purple, MacGyver, Batman, não importa. Todos nos refletimos em uma entidade que faz o que queremos fazer.

Pois é, neste fim de semana fui um pouco mais genial. E um pouco mais medíocre. Fui elevado da mediocridade sendo jogado mais para dentro dela.

Mas não é isso mesmo que os herois fazem?

terça-feira, 3 de março de 2009

Absurdos

Por muito tempo eu levantei a bandeira de que se a capital federal do Brasil fosse mais perto dos grandes centros, e não enfiada naquele meio do nada, haveria mais manifestações, mais indignação, mais gente indo pra rua. Na Argentina basta andar umas quadras e você pode xingar o presidente (ou presidenta) na Casa Rosada.

Aqui, o pessoal (massa mesmo) teria que viajar algumas léguas pra adentrar o plano piloto e xingar alguém.

Mas não sei não, acho que somos medíocres mesmo e não faríamos nada de qualquer jeito. Riríamos do tal castelo do deputado dizendo: "que absurdo!" e logo depois faríamos comentário do resultado do jogo do 'Timão'. Alías, já viu que a palavra 'absurdo' já perdeu força? Tudo hoje é absurdo. É como o 'caos'! Cara, caos é o máximo de desordem, não fica nada sobre nada, mas qualquer coisinha já vira caos. E hoje o trânsito é sempre um caos... E além disso, pra mim, caos passa idéia de movimento frenético, mudanças bruscas. E o trânsito é caótico?! Não anda!

Bom, voltando ao castelo horrendo do tal deputado. Um amigo já disse que pior casamento do que dinheiro com mau gosto não existe (boa Julinho), e taí o castelão pra provar. Coisa medonha. Com essa grana toda eu faria uma coisa bonita. Vai ver, é por isso que não tem ninguém morando.

Mas fugi do assunto de novo! O negócio é que brasileiro é pacato. Estrangeiro vem aqui e é sempre o mesmo papinho: 'Brasileiro é povo amistoso'. Vão à PQP. Eu lá quero ser amistoso? Deixar barato isso tudo? Roubalheira na cara dura. E o pior, a lista de corruptos está estampada em revistas e jornais desde que eu me lembro de lê-los. E não fazemos nada, hein?

E aí tem aquela propaganda: 'O melhor do Brasil é o brasileiro'. Tamos perdidos.

Brasileiro mesmo, aqui só tem os índios, que insistem em preservar sua cultura e seus celulares e iPods. Super legal: 'Deixem eu ouvir meus mp3 na terra dos meus antepassados, seus caraíbas FDP'. Ô, FUNAI! se liga!

Eu acho que o Brasil deveria ser um parque temático! É! Já imaginou? Florestas, rios, cidades, ratos em castelos. Parece a Disney.

Atrações do parque Brasilândia:
- Piratas do Senado
- Trem do funcionário-fantasma
- Montanha-russa da Bovespa.
- De volta para o passado (show com o MST)
- Inutilidade nas Estrelas (palestra com o autronauta Marcos Pontes)
- Parque dos Dinossauros (visita ao PMDB)
- Zoo tour (baile Funk no Rio)
- O Exterminador da Favela (simulador de guerra de milícias e traficantes)
- Querida, estiquei o salário

Aproveita o Real pra ser a moeda do parque. Na entrada você troca seu dinheiro por Real. Pra comprar souvenir.

Que absurdo! Esse país é mesmo um caos.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Mediocridade na avenida

E então o blog inaugura. Vou tentar fazer um post bem medíocre ok? Vamos lá:
E inaugura no carnaval! Mediocridade mor da cultura brasileira, quem nem brasileira é, porque todo mundo tem o seu.

Mas o nosso é o maior, dizem. É a mediocridade genial do brasileiro, eu digo. Todos esperando por estes dias pra ficar na vadiagem e ouvir o tal do samba. Aliás, geniais são os juízes dos desfiles que conseguem julgar um tuc-tchic-tuc-tchic-tuc de outro, por diferenças de quarto de ponto. Gênios musicais.

Mas pra que serve o carnaval? Pra nada, oras! Porque deveria servir para alguma coisa? Paulistanos descem pra praia e comem cream cracker esperando passar o pedágio. Jovens aproveitam pra beber cerveja, como se durante o resto do ano fosse algo difícil de ser fazer. Ah, depois dirigem, claro. Como é que vão voltar pro lugar de onde vieram!? No nordeste, bem, no nordeste cada Estado faz de um jeito, mas com alguma coisa em comum: a mediocridade!

É tudo sempre igual, ano após ano. Uma coisa genialmente medíocre. É igual desenho japonês. Se for diferente, não faz sucesso. Mas é assim que se atrai gente, fazendo tudo sempre igual, oras. São as mesmas escolas, os mesmos juízes comprados (gênios musicais), o mesmo trânsito, a mesma São Paulo vazia (shoppings lotados), a mesma TV Globo com os mesmos apresentadores super-informados dos sambas-enredo que são primores de criação cultural.

As mulheres-fruta, legume e verdura siliconam pelas ruas e TVs. A high-society se junta ao povão numa integração morro-asfalto de dar (des)gosto de ver. Camarotes e bailes da saudade, gay, sei-lá-mais-o-quê durante as madrugadas com (pasmem) os meeeesmos apresentadores enfadonhos de sempre. Mas ei! Todo mundo adora, cara!

Mas não, você não! Você é daqueles que fogem dessa folia. Você se acha acima da média, não é? Vai pra retiros, montanhas, hotéis-fazenda onde jura, não têm uma nota de samba. Um confete sequer. É, coitado. Eu também tento. Todo ano, repito a mediocridade de fugir da mediocridade. Não adianta tentar fugir, ela te pega. Alguém da família, amigo, colega etc, aparece e liga na Globo: "quero só ver a apuração!" Dos gênios do carnaval.

Ah, o carnaval. Início do ano brasileiro e onde o brasileiro acha que é livre e feliz. Bem, quem sou eu pra dizer o contrário.

Feliz ano novo...