Eu sempre gostei de videogames. Ganhei um Atari quando tinha uns 8 anos e... Bom, eu sempre gostei de videogames. E quem SEMPRE gostou de algo, quando vê novas gerações e novas "tribos" entrando nesse Universo, fica meio ressabiado. Não basta jogar um ou dois jogos e se dizer gamer. Como não dá pra por uma camiseta dos Ramones e se dizer punk. Mas não é só de videogames que eu sempre gostei. Eu sempre fui nerd. Desde um tempo em que se dizer nerd era inimaginável, pois "nerd" era um xingo. "Eu não sou nerd" - todo nerd dizia. E novamente, não dá pra assistir Guerra Civil e se dizer "nerd" ou "geek" ou qualquer outra coisa. Você é "modinha". E os modinhas sempre existiram.
Mas o papo é que eu joguei Pokémon para Gameboy (num emulador, mas joguei). Não assisti o desenho, pois era de uma geração depois da minha, mas certamente teria assistido porque... Bem, eu sou nerd.
Este ano a Nintendo junto com a Niantic lançaram o Pokémon GO, e não preciso dizer a febre que isso é. E lembra quando sua avó falava que jogar videogame estragava a TV e seu cérebro? E você iria virar um zumbi? Bem, isso está sendo dito novamente com o Pokémon GO. E isso acontece com TODOS os videogames do mundo. Mas só Pokémon GO é um acontecimento mundial. E sua "avó" agora diz que a CIA e o FBI estão usando o joguinho pra espionar sua casa.
WOOOOOWWW! A CIA quer saber como é meu banheiro. Ok, tomara que vejam que precisa de reforma e mandem uma grana. Já foi dito que a mesma CIA tinha aparelhos nas TVs pra espionar você, e isso perpetua até hoje. O fato é que você usa mil apps que utilizam a câmera, GPS e mapas, mas só o Pokémon GO te espiona. Sei lá.
Nerds sempre tiveram bullies. E os bullies estão dizendo, como sempre disseram: "larga esse Pokémon e vai atrás de uma mulher". E eles sempre disseram isso pra tudo: livros, videogames, revistas em quadrinho, jogos de tabuleiro, instrumentos musicais etc. Se eu tivesse largado tudo que me disseram pra largar, não sei qual seria minha porcentagem de conquistas, mas eu tenho certeza de que hoje eu seria uma pessoa muito pior. Nem teria a profissão que tenho hoje, pois o interesse veio de minha aventuras pelo internet, aprendendo códigos de programação.
Pessoas morrendo ou batendo carros jogando Pokémon GO vão morrer e bater carros com a próxima modinha, não tenha dúvidas. Isso é seleção natural. Estes não são gamers, estão só usando a febre cultural da vez. Ouço brados de "O Mundo acabou!", "A humanidade é burra mesmo, atrás de bichos virtuais", e rio sozinho lembrando quantas vezes ouvi isso com Tomagochis, Mario Bros., Minigames, fliperamas, carros de controle remoto, celulares. Ou seja, tecnologia nova.
Vá jogar Pokémon GO, porque você tem seu direito de jogar. Bullies, avós chatas, conspirações internacionais sempre existirão. Mas (por isso mesmo) você sempre será de um seleto grupo que entenderá porque Stranger Things é tão legal.
O medíocre genial
sábado, 6 de agosto de 2016
sábado, 19 de abril de 2014
Classe medíocre genial
Novamente circula pelas redes sociais (não sei porque 'redes', no plural, se só tem uma relevante nesses tempos, enfim...), o discurso inflamado de Marilena Chauí, sobre a classe média.
Bem, como medíocre que sou, não poderia ser outra coisa além de classe média. Sim, sou reacionário, violento, fascista até. Segundo Marilena Chauí.
Sou espremido entre os chamados ricos e pobres. Não ganho grana suficiente pra ser rico e nem pra ser pobre. Então "vou sobrevivendo sem um arranhão".
Todo mundo tem seus direitos e deveres, certo? Mas a classe média eu vejo como o tipo de pessoa que recebe os deveres dos pobres, e cede os direitos aos ricos.
Tenho carro pra ser roubado. Mas não grana pra blindá-lo e escoltá-lo, ou pra ter um helicóptero e transportar cocaína.
Tenho saúde particular, mas tenho que brigar com o plano de saúde pra ter o exame aprovado. Nesse caso, ainda é bem melhor que o SUS, em alguns casos.
Tenho escola particular, mas não grana pra comprar a vaga na faculdade, que o rico já ganhou sem estudar. Mas não tenho direito a cotas.
Posso ser um profissional liberal, mas não posso contratar alguém, pois os encargos são imensos, e depois ainda vou sofrer um processo trabalhista.
Posso viajar uma vez por ano, mas pagar em 10x num pacote fechado, e vou torcendo pra tudo dar certo, e minha viagem não ser um pesadelo. Mas sou taxado de imperialista e playboy, se levo minha família para a Disney.
Enfim, vocês pegaram a ideia.
Bem, não sou fascista. Não apoio a invasão do Carandiru. Não aceito apologia à violência ou extermínio dos pobres. Mas também não sou comunista, não sou anarquista. E não sou burro, como grita a Sra. Chauí. Defendo a igualdade, assim como os ricos e pobres. Mas saio com medo de casa. Ligo mil vezes pros meus pais e filhos, quando eles saem, como os pobres.
Sou contra o assistencialismo como Bolsa-família, quando este serve de marketing eleitoreiro, e como um fim, e não um meio, para a solução social. E sou a favor quando este se mostra importante para quem o merece. E isso não é um 'ficar em cima do muro', como ironicamente poderia parecer. É ter discernimento, deste que só se tem quando se vê os dois lados da mesma história.
Sou a favor de punições para ricos, pobres e médios, e não só para pobres.
Não, não sou violento.
Violenta é a mentira, o descaso, a censura, a corrupção. Não eu.
Não! Eu não!
Eu quero cumprir meus deveres. SÓ os meus. E, sim, usufruir de meus direitos.
Bem, como medíocre que sou, não poderia ser outra coisa além de classe média. Sim, sou reacionário, violento, fascista até. Segundo Marilena Chauí.
Sou espremido entre os chamados ricos e pobres. Não ganho grana suficiente pra ser rico e nem pra ser pobre. Então "vou sobrevivendo sem um arranhão".
Todo mundo tem seus direitos e deveres, certo? Mas a classe média eu vejo como o tipo de pessoa que recebe os deveres dos pobres, e cede os direitos aos ricos.
Tenho carro pra ser roubado. Mas não grana pra blindá-lo e escoltá-lo, ou pra ter um helicóptero e transportar cocaína.
Tenho saúde particular, mas tenho que brigar com o plano de saúde pra ter o exame aprovado. Nesse caso, ainda é bem melhor que o SUS, em alguns casos.
Tenho escola particular, mas não grana pra comprar a vaga na faculdade, que o rico já ganhou sem estudar. Mas não tenho direito a cotas.
Posso ser um profissional liberal, mas não posso contratar alguém, pois os encargos são imensos, e depois ainda vou sofrer um processo trabalhista.
Posso viajar uma vez por ano, mas pagar em 10x num pacote fechado, e vou torcendo pra tudo dar certo, e minha viagem não ser um pesadelo. Mas sou taxado de imperialista e playboy, se levo minha família para a Disney.
Enfim, vocês pegaram a ideia.
Bem, não sou fascista. Não apoio a invasão do Carandiru. Não aceito apologia à violência ou extermínio dos pobres. Mas também não sou comunista, não sou anarquista. E não sou burro, como grita a Sra. Chauí. Defendo a igualdade, assim como os ricos e pobres. Mas saio com medo de casa. Ligo mil vezes pros meus pais e filhos, quando eles saem, como os pobres.
Sou contra o assistencialismo como Bolsa-família, quando este serve de marketing eleitoreiro, e como um fim, e não um meio, para a solução social. E sou a favor quando este se mostra importante para quem o merece. E isso não é um 'ficar em cima do muro', como ironicamente poderia parecer. É ter discernimento, deste que só se tem quando se vê os dois lados da mesma história.
Sou a favor de punições para ricos, pobres e médios, e não só para pobres.
Não, não sou violento.
Violenta é a mentira, o descaso, a censura, a corrupção. Não eu.
Não! Eu não!
Eu quero cumprir meus deveres. SÓ os meus. E, sim, usufruir de meus direitos.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Porque eu não sou vegetariano.
Ok, já pensei muito em ser vegetariano, ou recentemente, até o chamado vegano. Bem, segundo o que eu sei, veganismo engloba ser vegeteriano, mas é uma abordagem muito maior. Tem a ver com ética e bem-estar de animais num sentido muito amplo, não só com alimentação.
Nesse caso, acho muito válido e sou a favor de não se usar material animal em roupas, remédios, cosméticos etc.
Mas, e a comida?
Eu acho que é aqui que muita gente esbarra, pois parece muito óbvio ser contra testes em animais para cosméticos, como o recente caso do Instituto Royal. Mas não parece óbvio para todos que devem parar de comer carne. E não só carne, todo alimento feito de fonte animal.
Bem, isso vai além de apenas dizer: "não como carne". Tem a ver com morte e tortura sistemática de animais para obtenção de matéria-prima para os produtos. Aves, gado, peixe (sim, peixes morrem por asfixia), suínos. Todos fazem parte de uma cadeia enorme de produção para alimentar 7 BILHÕES de pessoas no mundo.
E é por isso que eu acho que falta uma peça. Eu acredito que a velocidade necessária para gerar alimento para tão estúpida quantidade de gente, é o fator principal da crueldade na produção de alimento de origem animal.
Não seriam necessárias linha de produção cruéis, processamento de animais vivos, tortura para obtenção de mais produção. Fora a necessidade maquiavélica do ser humano em novas experiências gastronômicas, gerando aberrações e transgênicos, como vitela - onde o filhote é abatido para gerar uma carne mais macia - e o foie gras, patê de fígado de ganso. Eu acredito que seria possível o consumo responsável de produtos de origem animal, sem torturas e matanças maciças.
Em resumo, esse é mais um problema (como praticamente todos os outros deste planeta), relacionado diretamente à quantidade de pessoas vivas. O que tem que diminuir são as pessoas, e não o consumo. Não adianta 10 bilhões de pessoas comendo soja, vegetais e tofu. Não caberá tanta gente e o processo de extinção dos animais acontecerá da mesma forma.
A militância por educação, igualdade social e controle de natalidade deve ser a tônica, não adianta dizer que tudo será resolvido com o veganismo. O problema é, foi e sempre será, o ser humano.
Sei que sempre existirão os extremistas, que defenderão todo e qualquer animal, seja com uma morte não-violenta ou não. E eu os respeito, sempre o farei. Para os outros usos, sou total e explicitamente contra! Nada justifica a morte de um animal para uso de seus pelos, pele e cheiro. Parece uma contra-senso? Sim, parece. Mas eu acredito que comer carne é algo justo para o meu corpo onívoro. Meu estômago digere carne e a processa. Mas aceito e entendo que o animal não deve sofrer no processo.
Menos pessoas.
Aguardo xingos e elogios, desde que argumentados.
Leu tudo? Ok, hoje eu sou vegetariano. Engraçado que o texto acima ainda faz sentido pra mim, menos a parte de que eu preciso de carne. Não preciso. E não me tornei veggie por que é saudável, só não quero mais participar da cadeia de sofrimento que o consumo de carne causa hoje. E isso não invalida o texto, portanto ele segue.
Nesse caso, acho muito válido e sou a favor de não se usar material animal em roupas, remédios, cosméticos etc.
Mas, e a comida?
Eu acho que é aqui que muita gente esbarra, pois parece muito óbvio ser contra testes em animais para cosméticos, como o recente caso do Instituto Royal. Mas não parece óbvio para todos que devem parar de comer carne. E não só carne, todo alimento feito de fonte animal.
Bem, isso vai além de apenas dizer: "não como carne". Tem a ver com morte e tortura sistemática de animais para obtenção de matéria-prima para os produtos. Aves, gado, peixe (sim, peixes morrem por asfixia), suínos. Todos fazem parte de uma cadeia enorme de produção para alimentar 7 BILHÕES de pessoas no mundo.
E é por isso que eu acho que falta uma peça. Eu acredito que a velocidade necessária para gerar alimento para tão estúpida quantidade de gente, é o fator principal da crueldade na produção de alimento de origem animal.
Não seriam necessárias linha de produção cruéis, processamento de animais vivos, tortura para obtenção de mais produção. Fora a necessidade maquiavélica do ser humano em novas experiências gastronômicas, gerando aberrações e transgênicos, como vitela - onde o filhote é abatido para gerar uma carne mais macia - e o foie gras, patê de fígado de ganso. Eu acredito que seria possível o consumo responsável de produtos de origem animal, sem torturas e matanças maciças.
Em resumo, esse é mais um problema (como praticamente todos os outros deste planeta), relacionado diretamente à quantidade de pessoas vivas. O que tem que diminuir são as pessoas, e não o consumo. Não adianta 10 bilhões de pessoas comendo soja, vegetais e tofu. Não caberá tanta gente e o processo de extinção dos animais acontecerá da mesma forma.
A militância por educação, igualdade social e controle de natalidade deve ser a tônica, não adianta dizer que tudo será resolvido com o veganismo. O problema é, foi e sempre será, o ser humano.
Sei que sempre existirão os extremistas, que defenderão todo e qualquer animal, seja com uma morte não-violenta ou não. E eu os respeito, sempre o farei. Para os outros usos, sou total e explicitamente contra! Nada justifica a morte de um animal para uso de seus pelos, pele e cheiro. Parece uma contra-senso? Sim, parece. Mas eu acredito que comer carne é algo justo para o meu corpo onívoro. Meu estômago digere carne e a processa. Mas aceito e entendo que o animal não deve sofrer no processo.
Menos pessoas.
Aguardo xingos e elogios, desde que argumentados.
Leu tudo? Ok, hoje eu sou vegetariano. Engraçado que o texto acima ainda faz sentido pra mim, menos a parte de que eu preciso de carne. Não preciso. E não me tornei veggie por que é saudável, só não quero mais participar da cadeia de sofrimento que o consumo de carne causa hoje. E isso não invalida o texto, portanto ele segue.
terça-feira, 18 de junho de 2013
Solicitação de jogos?
As redes sociais se mostraram marcantes e decisivas pro número de manifestantes ser tão grande ontem, em SP e também em todo o Brasil.
Ainda bem que agora, estão pacíficas.
Ainda bem que agora, estão pacíficas.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Tirinha 1
Fiz uma tirinha, ainda sem título, aproveitando essa onda de manifestações (muito bem-vindas), que começou em São Paulo e se estendeu para o Brasil.
Espero que curtam, blá-blá-blá.
Espero que curtam, blá-blá-blá.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Pesos e medidas
Se qualquer bandido, ladrão, bêbado, vagabundo pode, por lei, permanecer calado e não soprar em bafômetros, exercendo seu direito de não gerar provas contra si mesmo, pq DIABOS eu tenho que dizer qual é meu maior defeito numa PORCARIA de entrevista de emprego!?!??!
quinta-feira, 28 de julho de 2011
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